03/02/2012

Origem da cartomancia



A Cartomancia é uma antiquíssima forma de prever o futuro. Pouco se sabe da origem desse método divinatório e sua vinda para o Ocidente. Estudiosos afirmam que foi através dos ciganos, oriundos da China antiga, (onde era um dos métodos mais utilizados pelo imperador S'uen-Ho, em 1120 depois de Cristo), que a Cartomancia chegou até nós. As cartas da época eram feitas de material rudimentar, com fibras de madeira ou de plantas, e tinham um carácter de consulta mais oracular do que divinatório. Posteriormente as cartas apareceram na Índia onde os naipes representavam as encarnações de VISHNU (um dos principais deuses do hinduísmo). Quando os ciganos, daquele país, emigraram em direcção ao Ocidente levaram as cartas e a cartomancia a toda a Ásia menor e ao Norte da África. Outros, entretanto, dizem que foi pelas mãos dos árabes, quando dominaram a Península Ibérica.

Seja como for, ou de onde realmente tenha se originado (por volta do século XVI), toda a Europa conhecia o real valor das previsões da Cartomancia.

No século XVI, as cartas já eram conhecidas em toda as nações europeias, se tornando uma verdadeira paixão, à qual recorriam os Reis e os Príncipes para saber o que o Destino reservava para seu reino. Os segredos e mistérios dos ciganos tem passado de geração em geração e os valores de cada carta permanecem os mesmos.

O método, por ser simples, foi popularizado rapidamente, atravessando dos séculos e adquirindo em cada nação uma característica singular, repassada de geração em geração.

Saiba como é apaixonante a sabedoria da cartomancia

O baralho é constituído de 52 cartas, quarenta numeradas e doze figuras, divididas em quatro naipes: ouros, paus, copas e espada. São 26 cartas pretas e 26 vermelhas. As cartas vermelhas são, geralmente com características femininas, e as pretas, masculinas, possuindo os atributos opostos. Essa dualidade é, de fato, uma questão de equilíbrio e desempenha um papel importante em nossas vidas, e faz relação com todo o Universo.

O complexo sistema esotérico que forma as 52 cartas, divididas em 4 naipes, tem sua correspondência com o nosso calendário:

* Quando se soma o valor numérico de todas as cartas do baralho (atribuindo para o Valete 11, Dama 12 e o Rei 13) obtém-se o total de 364, mais 1 do curinga chega-se a 365, total de dias que formam um ano.

* Somando 364 o total de cartas (3+6+4) obtém-se 13 como resultado, que é o número de cartas contidas em cada naipe.

* O baralho tem 52 cartas; o ano tem 52 semanas.

* A soma do valor numérico das cartas de cada naipe resulta em 91, que é o número de dias que tem cada estação do ano.

* Quando se divide 91 por 7 (os dias da semana), obtém-se 13, que é o número de cartas em cada naipe.

Os naipes simbolizam os quatro elementos da natureza: ar, fogo, água e terra, e as quatro estações do ano: Primavera, Verão, Outono e Inverno. As cartas servem como ponte, a ligação do mundo interior e o mundo exterior e mostra que o que parece uma "coincidência" ou "acaso" é, na verdade, um evento directamente relacionado com seu "Destino".

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