21/10/2007

Radiestesia - Video Lezione Nº 5



Radiestesia - Video Lezione Nº 4


Radiestesia - Video Lezione Nº 3



Radiestesia - Video Lezione Nº 2



Radiestesia - Video Lezione Nº 1



20/10/2007

Radionica Lezione Nº 5




Radionica Lezione Nº 4



Radionica Lezione Nº 3



Radionica Lezione Nº 2



Radionica Lezione Nº 1



06/10/2007


Radiestesia



Um pouco de história

A radiestesia é uma técnica tão antiga que se perde na história. Sempre foi utilizada para a procura de objectos perdidos, ou mesmo para a descoberta de água ou jazidas de minerais. Antigamente esta técnica era conhecida pelo nome de rabdomancia, palavra de origem grega sendo que o radical rhabdos significa vara e manteia adivinhação. Ou seja, adivinhação pelo emprego de uma vara. Até a poucos anos atrás praticamente este era o grande instrumento empregado para a procura de jazidas de ferro, carvão, água e até mesmo petróleo. No período do grande Império Romano, as pessoas que empregavam esta técnica eram enviadas na frente das tropas para encontrar águas subterrâneas para serem utilizadas pelos soldados.

Este instrumento era chamado de vírgula divina, e nada mais era que uma forquilha. Desta forma os romanos conseguiram descobrir grande parte das fontes termais, sendo empregadas nas famosas casas de banho. Após a queda do império romano, durante a Idade Média, praticamente não encontramos referências do emprego desta técnica, isto não quer dizer que as pessoas não empregavam.

Como sabemos foi um período de muitas perseguições e pouca coragem em registrar assuntos que fugiam da área religiosa. Em 1518 o próprio Lutero condena a utilização da vareta rabdomica, pois segundo ele este instrumento servia de intermediário entre a pessoa e o próprio diabo. Isto mostra que era uma técnica comum, pois se assim não fosse ele não perderia tempo em falar de algo que não era praticado. Mas o assunto sempre despertou paixões entre as pessoas, e em 1521 surge um livro, O Dragão Vermelho, onde ensinava o preparo de uma vareta rabdomica. “No momento em que o sol se eleva no horizonte, tomai com a mão esquerda uma vareta virgem de nogueira silvestre e com a mão direita a cortareis com três golpes, enquanto pronunciareis a seguinte evocação: Te recomendo, ó grande Adonai, Elohim, Ariel e Jehovah, de dar a esta vara a força e a virtude da vara de Jacob, da de Moisés e do grande Josué.”

Veja que este assunto sempre esteve envolto de religiosidade, mistérios, indefinições, e até hoje ainda é assim. A partir daí vários livros começam a ser publicados sobre o assunto, muitos por monges da igreja católica, pois não tinha como negar as facilidades que estas varetas proporcionava para as populações, na localização não só de água potável, como também na procura de carvão utilizado no aquecimento e no preparo de outros metais, inclusivo prospectados com o uso da rabdomancia, como o cobre, ferro, prata, chumbo, estanho, ouro entre outros. Já perto do século XX vários pesquisadores começaram a tentar explicar os porquês do funcionamento das varetas e também de outros instrumentos utilizados pelo radiestesista, como o pêndulo.

Em 1919 dois abades, Aléxis Gouly e Bayard, trocando informações sobre o assunto resolveram empregar termos mais adequados à técnica, pois já não empregavam somente as varetas (rhabdos). Desta forma uniram dois radicais, um latino radius significando radiação e outro grego, aisthesis, significando sensibilidade. A partir daí o termo radiestesia passou a ser empregado no lugar de rabdomancia.


Teorias da Radiestesia



Afinal de contas, como que funciona a radiestesia? Possui um factor religioso, sobrenatural? É uma forma de se comunicar com seu “guia”, ou com os anjos ou mesmo com o diabo? Ou é apenas um fenómeno físico que actualmente a ciência está conseguindo subsídios para explicar? Vamos conhecer algumas teorias, e cada um poderá chegar a seu próprio entendimento e à sua definição.

Uma das hipóteses era a de que o radiestesista (pessoa que pratica a radiestesia) sentia através de seus instrumentos, como o pêndulo ou a vareta, as ondas emitidas pelo objecto em estudo, o solo ou mesmo um ambiente ou o corpo de um ser vivo. Desta forma ele conseguia identificar e quantificar estas ondas, saindo de sua interpretação o diagnóstico. Mas a situação começou a ficar meio “esquisita” quando alguns radiestesistas começaram a fazer diagnósticos à distância utilizando mapas do local.

A partir daí outra teorias surgiram, como a de William Barret, em seu livro ele afirma que a “radiestesia é um problema puramente psíquico, que todos os fenómenos têm origem no espírito do radiestesista, que nenhuma teoria física resiste a um exame atento e que os movimentos da vareta e do radiestesista só tem relação com o resultado da pesquisa para dar uma expressão física a um conhecimento mental e abstracto” Ou seja, é como se o “espírito” do radiestesista já tivesse o conhecimento sobre aquilo que ele está pesquisando e através dos instrumentos ele consegue dar uma expressão física para mostrar o que ele já sabia em seu inconsciente.

Nos anos 30 outro grande pesquisador Mermet elaborou uma teoria muito complexa onde ele afirmava que existia onze factores físicos passíveis de influenciar o radiestesista e afirmava que o radiestesista deveria estar em perfeita harmonia com o objecto de suas pesquisas. Aqui vale a pena falar um pouco sobre este grande padre francês, considerado o príncipe dos radiestesistas. Conseguiu grande sucesso em localização de objectos perdidos e jazidas de minérios tanto no local quanto à distância. Foi ele que estabeleceu as normas para se trabalhar com o pêndulo, editando inúmeros livros. E aqui também vale uma ressalva para as pessoas que acham que a radiestesia é um instrumento do “lado sombra”, grande parte dos melhores radiestesistas europeus eram padres, e muitos utilizavam esta técnica para poder ajudar as pessoas, diagnosticando doenças e identificando plantas medicinais mais adequadas para cada paciente.

Já em 1934 um engenheiro francês, Émile Chistophe abandonou de vez a teoria baseada unicamente em causas físicas, pois ele partiu do pressuposto de que se todos os corpos emitem radiações físicas, o radiestesista se não se concentrar em um único corpo, em uma “única radiação ou comprimento de onda”, com certeza iria reagir a todas estas ondas, e aí seria uma confusão geral, tão grande que ele não conseguiria identificar o que estava procurando. Sendo assim o radiestesista deveria estar concentrado no que estava procurando, ou seja estava estabelecendo uma ORIENTAÇÃO MENTAL e uma CONVENÇÃO MENTAL. A orientação mental é o acto de você se orientar no que você realmente deseja, por exemplo, “vou medir, quantificar, o teor energético do terceiro Chakra, ou perguntar o quanto de vitalidade a pessoa está apresentando”. É o acto de se sintonizar com o desejado. Já a convenção mental são os padrões que o radiestesista estabelece. Por exemplo, para quantificar a energia do terceiro Chakra em tenho de estabelecer uma “régua” para o pêndulo me indicar. Posso estabelecer este padrão de 0 a 9 por exemplo, e estabelecer o 6 como o ideal, o equilíbrio. Mas outra pessoa pode estabelecer outro padrão para ela. Outro padrão é estabelecer as respostas obtidas pelo pêndulo. Sempre quando fizer perguntas, procure fazer perguntas curtas, objectivas sendo que a resposta deva ser “sim” ou “não”, e estabeleça como o pêndulo “irá” te responder. Por exemplo, se rodar para a direita, sentido horário, quer dizer sim, e se rodar à esquerda quer dizer não. VEJA BEM, SEM ESTES ITENS O RADIESTESISTA NÃO CONCEGUE FAZER NADA. E o que é muito importante, estes padrões podem ser estabelecidos por você mesmo ou utilizar o que a maioria dos radiestesistas empregam. Veja bem, esta correcta orientação mental e a correcta convenção mental irá promover o correcto diálogo entre o cérebro e o corpo, para que a reacção neuromuscular venha a dar ao radiestesista a resposta desejada.

Já nos anos de 60, Yves Rocard, professor da Faculdade de Ciências de Paris, descobriu que o corpo humano possui sensores magnéticos capazes de detectar variações energéticas ínfimas, cerca de 10.000 vezes menor que o potencial energético do campo magnético terrestre. E em 1983 o mesmo autor publica um livro onde baseado em seus estudos, defende a teoria de que estes sensores magnéticos humanos são os responsáveis pela capacidade de leitura das alterações ambientais. Mas infelizmente esta teoria não explica como se faz a avaliação à distância.

Como pode se observar, ainda não conseguimos explicar o funcionamento desta técnica, sendo que ainda hoje o que existe são teorias. Lendo alguns livros de radiestesia a gente se depara com uma quantidade de informações difíceis de entender, utilizando actualmente termos técnicos que somente um engenheiro electrónico iria entender. Basicamente existem duas teorias básicas aceitas actualmente, a física e a mentalista. A física se baseia nos conceitos de raios, ondas e cores (radiações) emitidos pelos objectos e organismos, orientados em função dos pontos cardeais e do campo geomagnético. Já a mentalista considera que a convenção mental que precede a pesquisa é o que actua no inconsciente do operador, causando as reacções responsáveis pelo movimento do pêndulo ou da vareta.

Como podemos ver mesmo entre os radiestesistas existem discussões do funcionamento da técnica. Mas o que importa na verdade não é como funciona, mas sim que funciona. Técnica nenhuma conseguiria acompanhar o homem por tanto tempo se não fosse eficaz.

Conseguimos entender até certo ponto o que nos rodeia, e a incompreensão de um facto ou de uma técnica ao meu ver não o pode invalidar. Temos sim de aprender a utilizá-lo da melhor forma possível, em benefício de uma população, que apesar de todo avanço tecnológico ainda continua muito carente de cuidados. A intenção do que estamos fazendo é o mais importante do que o entendimento de seu funcionamento. Se eu estiver pensando de modo positivo, procurando respeitar as leis universais, com amor no coração, com certeza não será o lado sombra que estará ao meu lado.