09/07/2008
Mitologia de Virgem
O abandono de Astréia
Durante a Idade de Ouro, quando a primavera era eterna e
os homens viviam em harmonia com os deuses, Astréia, filha de Júpiter e Têmis,
vivia na terra, entre os humanos, aconselhando-os e dando-lhes noções de leis e
justiça. Nesta época, no mundo não haviam guerras, catástrofes ou crimes. A
natureza era plena e oferecia alimento a todos os homens, que existiam em paz
com os deuses.
Mas os homens tornaram-se gananciosos e passaram a
negligenciar suas obrigações com os deuses, acreditando-se donos do próprio
destino. Irritado com a prepotência dos mortais, Zeus determina um castigo: a
Idade de Ouro estava acabada. A primavera seria limitada, a terra deveria ser
tratada para produzir frutos e a juventude eterna não existiria mais.
Ao ver o comportamento dos humanos e os castigos que o
deus dos deuses os impunha, Astréia se refugia nas montanhas, mas continua a
disposição daqueles que quiserem procurá-la e ouvir seus sábios conselhos.
Mesmo com todos os castigos de Zeus, a punição da
humanidade não terminara, os homens descobrem a guerra. Este período belicoso
caminha para uma nova era, a Idade de Ferro, em que os homens não têm mais respeito
pela honra, franqueza e lealdade, tendo as acções determinadas pela ambição e
violência.
Ao ver em qual ponto as coisas estavam, Astréia,
entristecida, resolve abandonar a Terra e deixar de conviver com os mortais. A
deusa, então, refugia-se no céu na constelação de Virgem. Sua balança também é
catasterizada na constelação de Libra, para lembrar aos homens que o mundo é
regido por leis e que tudo deve ser ponderado; as acções devem ser pesadas em
contraponto com as consequências.
Publicada por
Angel Mistica
à(s)
1:06 a.m.
Etiquetas: Astrologia
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