09/07/2008
Mitologia de Capricórnio
Pã: O Deus da totalidade
Pã, protector dos rebanhos e pastores, é um deus venerado
como força fecundante da natureza. Meio homem, meio animal, tem o dorso e rosto
de homem, mas ostenta chifres e patas de bode, com longos pelos cobrindo o
corpo e feições animalescas. Apesar da aparência, é conhecido como um deus
alegre e amante da música.
Nascido na região da Arcádia, da união do deus Mercúrio
com a ninfa Dríope, Pã é abandonado ao nascer pela mãe, assustada com a aparência
bestial da criança. É resgatado por Mercúrio e levado ao Olimpo, onde logo
conquistou a simpatia dos deuses, que apreciavam suas alegres canções. Foi
baptizado de Pã, que significa "tudo", "totalidade",
simbolizando a universalidade da natureza.
Extremamente querido pelo deus Baco, Pã parte do Olimpo e
une-se à trupe do deus do vinho na terra. Passa então a viver com os sátiros e
as ninfas nos bosques, contando histórias e tendo diversas aventuras amorosas.
Foi durante uma delas que Pã criou a sua famosa flauta,
com a qual encantava a todos. O episódio aconteceu quando o deus percorria o
monte Liceu, onde vislumbrou uma belíssima ninfa: Sirinx, a caçadora casta,
seguidora de Diana. A ninfa foge para escapar do assédio de Pã, em direcção ao
rio Ladão. Exausta, pede ao deus das águas do rio para ajudá-la,
transformando-a em alguma coisa que impossibilite a violação. Pã, ao avistar a
ninfa, tenta envolvê-la com os braços, mas só alcança um feixe de juncos.
Entristecido pelo fracasso, Pã solta um suspiro e percebe que as hastes verdes
emitiam um som doce e agradável. Juntou assim sete tubos de tamanho desigual,
uniu-os com cera e fabricou um instrumento musical que, em homenagem à amada,
deu o nome de Sirinx.
Os que cruzavam as florestas e campos, principalmente à
noite, temiam encontrar-se com Pã em suas andanças, porque ele era conhecido
por provocar medos sem motivo, o pânico. Foi utilizando esta habilidade que Pã
auxiliou Zeus na guerra de dez anos contra os gigantes e deixou o deus dos
deuses eternamente grato. Durante uma batalha corpo a corpo contra Tifão, cujos
braços quando estendidos tocavam o Ocidente e o Oriente, Júpiter teve os
tendões dos braços e das pernas arrancados por um golpe de foice do gigante.
Tifão aprisionou Zeus e confiou seus tendões à guarda do dragão Delfine. Para
restaurar a força de Zeus, Mercúrio e Pã partem ao encalço do dragão e o
afugentam, com os gritos do deus dos pastores. A dupla recupera os tendões de
Zeus e o restituem ao deus, que vence Tifão.
Apesar de ter sido venerado como um deus, Pã não era
imortal. Não se sabe como sua morte ocorreu, só que ela foi anunciada por um
navio, de onde uma voz bradava: "O grande Pã está morto!" Em
homenagem ao bravo fauno que o havia ajudado na batalha contra Tifão e que
havia alegrado a Terra e o Olimpo com sua música, Zeus catasterizou-o na
constelação de Capricórnio.
Publicada por
Angel Mistica
à(s)
1:10 a.m.
Etiquetas: Astrologia
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