09/07/2008
Mitologia de Áries
O mito dos Argonautas
A agilidade, a aventura e a coragem estão contidos no
conceito do primeiro signo do Zodíaco, Áries, bem representado pela história
dos argonautas e sua expedição ao jardim de Marte, em busca do tosão de ouro.
O mito
Nas terras de Iolco, o rei Éson foi destronado pelo
próprio irmão, Pélias. Com a intenção de efectivar sua soberania, o novo rei
manda matar o sobrinho Jasão, único que poderia clamar o trono quando fosse
adulto. Convencido de que a fraca criança não sobreviveria por muito tempo,
Pélias manda o garoto para o exílio, sob os cuidados do sábio centauro Quirão.
Jasão sobrevive e é educado pelo centauro até completar
vinte anos, quando parte para Iolco reclamar o trono que havia sido usurpado do
pai. Trajando uma pele de pantera, o herdeiro se apresenta calçando apenas uma
sandália, tendo perdido a outra quando atravessara um riacho. Pélias compreende
de imediato o perigo, pois havia sido prevenido por um oráculo da ameaça de um
estranho com um pé descalço. Assim, fingindo concordar com as exigências de
Jasão, Pélias impõe uma tarefa, que julga ser a mais difícil de ser cumprida:
conquistar o Velocino de Ouro em poder do rei Eetes e trazê-lo a Iolco.
O Velocino de Ouro era um tesouro inigualável. A
preciosidade fora retirada de um carneiro dourado, que corria, nadava e voava
melhor do que ninguém, oferecido por Mercúrio a Néfele, para que salvasse seu
casal de filhos da ira da nova mulher do seu marido. Néfele coloca seus filhos
Frixo e Hele no dorso do animal, que voa e desaparece com as crianças. Hele tem
uma vertigem e tomba no mar, mas seu irmão sobrevive e ao chegar a salvo em
Cólquida, sacrifica o animal a Júpiter e oferece sua pele ao soberano Eetes que
o abriga. O tesouro foi então guardado no jardim de Marte e vigiado por um
dragão que nunca fechava os olhos.
Mesmo sabendo da dificuldade de obter tamanha
preciosidade, Jasão aceita o desafio e reúne um grupo de 50 homens, os mais
corajosos que pôde encontrar, entre eles vários heróis e semideuses como
Hércules, o músico Orfeu, os irmãos Castor e Pólux e o bravo Teseu. Para
transportar o grupo, Jasão encomenda a maior e melhor embarcação que já havia
sido construída na Grécia a um artesão de renome: Argos, cujo nome foi dado a
nau. Estava assim constituído o grupo dos Argonautas, que parte em direcção a
Cólquida para conquistar o Velocino de Ouro e restituir o trono a Jasão.
Depois de diversas dificuldades no percurso, os
Argonautas chegam à Cólquida e Jasão reclama a posse do Velocino de Ouro a
Eetes, que concordou em ceder o objecto se o herói cumprisse duas provas de
coragem: arar a terra com dois touros de narinas fumegantes e patas de bronze e
semear os dentes do dragão do Cadmo, dos quais nasceriam uma leva de gigantes,
que o herói deveria vencer, tudo isso num só dia.
A missão teria sido impossível de ser cumprida por
qualquer mortal se não houvesse a interferência de Medéia, filha de Eetes, que
se apaixonara perdidamente por Jasão. Convencida pelas promessas de eterno amor
do jovem grego, Medéia resolve trair o pai e a pátria para ajudar o argonauta a
vencer seu desafio. Ela usa seus poderes mágicos e torna o corpo do amado imune
ao fogo e ao ferro, protegendo-o contra as chamas e as patas dos touros. Ainda
agindo de acordo com as indicações de Medéia, Jasão observa os gigantes
nascerem da terra e joga entre eles uma pedra, fazendo com que exterminassem
uns aos outros.
Eetes, surpreso com o sucesso de Jasão, não cumpre a
promessa de ceder o Velocino de Ouro e pretende matar os argonautas e destruir
a Argo. Medéia novamente interfere, previne o amado e o ajuda a roubar o
tesouro fazendo com que o dragão vigilante adormecesse sob o seu encanto e se
tornasse presa fácil para a lança de Jasão.
De posse do Tosão de Outro, os Argonautas e Medéia fogem
na Argo e levam Absirto, outro filho de Eetes como refém. O rei, ao perceber
que havia sido enganado, envia seus soldados ao encalço dos fugitivos para
recuperar o Velocino e trazer de volta a filha traidora. Medéia, disposta a
tudo pelo amado, usa uma artimanha cruel para retardar os perseguidores: mata o
próprio irmão, esquarteja seu corpo e joga seus pedaços ao mar. Os guerreiros param
então a perseguição para recuperar os restos mortais do filho do rei e
sepultá-lo, deixando os Argonautas escaparem rumo a Iolco. Em honra ao feito de
Jasão, o carneiro da lã de ouro foi transformado na constelação de Áries.
Publicada por
Angel Mistica
à(s)
1:01 a.m.
Etiquetas: Astrologia
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