06/10/2007


Radiestesia



Um pouco de história

A radiestesia é uma técnica tão antiga que se perde na história. Sempre foi utilizada para a procura de objectos perdidos, ou mesmo para a descoberta de água ou jazidas de minerais. Antigamente esta técnica era conhecida pelo nome de rabdomancia, palavra de origem grega sendo que o radical rhabdos significa vara e manteia adivinhação. Ou seja, adivinhação pelo emprego de uma vara. Até a poucos anos atrás praticamente este era o grande instrumento empregado para a procura de jazidas de ferro, carvão, água e até mesmo petróleo. No período do grande Império Romano, as pessoas que empregavam esta técnica eram enviadas na frente das tropas para encontrar águas subterrâneas para serem utilizadas pelos soldados.

Este instrumento era chamado de vírgula divina, e nada mais era que uma forquilha. Desta forma os romanos conseguiram descobrir grande parte das fontes termais, sendo empregadas nas famosas casas de banho. Após a queda do império romano, durante a Idade Média, praticamente não encontramos referências do emprego desta técnica, isto não quer dizer que as pessoas não empregavam.

Como sabemos foi um período de muitas perseguições e pouca coragem em registrar assuntos que fugiam da área religiosa. Em 1518 o próprio Lutero condena a utilização da vareta rabdomica, pois segundo ele este instrumento servia de intermediário entre a pessoa e o próprio diabo. Isto mostra que era uma técnica comum, pois se assim não fosse ele não perderia tempo em falar de algo que não era praticado. Mas o assunto sempre despertou paixões entre as pessoas, e em 1521 surge um livro, O Dragão Vermelho, onde ensinava o preparo de uma vareta rabdomica. “No momento em que o sol se eleva no horizonte, tomai com a mão esquerda uma vareta virgem de nogueira silvestre e com a mão direita a cortareis com três golpes, enquanto pronunciareis a seguinte evocação: Te recomendo, ó grande Adonai, Elohim, Ariel e Jehovah, de dar a esta vara a força e a virtude da vara de Jacob, da de Moisés e do grande Josué.”

Veja que este assunto sempre esteve envolto de religiosidade, mistérios, indefinições, e até hoje ainda é assim. A partir daí vários livros começam a ser publicados sobre o assunto, muitos por monges da igreja católica, pois não tinha como negar as facilidades que estas varetas proporcionava para as populações, na localização não só de água potável, como também na procura de carvão utilizado no aquecimento e no preparo de outros metais, inclusivo prospectados com o uso da rabdomancia, como o cobre, ferro, prata, chumbo, estanho, ouro entre outros. Já perto do século XX vários pesquisadores começaram a tentar explicar os porquês do funcionamento das varetas e também de outros instrumentos utilizados pelo radiestesista, como o pêndulo.

Em 1919 dois abades, Aléxis Gouly e Bayard, trocando informações sobre o assunto resolveram empregar termos mais adequados à técnica, pois já não empregavam somente as varetas (rhabdos). Desta forma uniram dois radicais, um latino radius significando radiação e outro grego, aisthesis, significando sensibilidade. A partir daí o termo radiestesia passou a ser empregado no lugar de rabdomancia.

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