
16/07/2007
Histórico dos incensos

Egípcios: são, talvez, os mais antigos na arte da
manufactura e do uso de incensos. O mais famoso incenso egípcio é o Kyphi (ou
Khyphi), que era produzido dentro de um templo e sob ritual altamente secreto.
Era um composto de efeito muito benéfico, e Plutarco o definia como: "O
incenso tem dezasseis (16) ingredientes, número que constitui o quadrado de um
quadrado e tais ingredientes são coisas que, à noite, deliciam. Tem o poder de
adormecer as pessoas, iluminar os sonhos e relaxar as tensões diárias, trazendo
a calma e quietude àqueles que o respiram." Um dos seus ingredientes é o
popular olíbano, árvore considerada sagrada, e durante a poda ou a coleta da
resina, os homens deviam se abster de contacto sexual ou com a morte. Plutarco
forneceu a lista dos 16 ingredientes usados na preparação desse incenso: mel,
vinho, passas, junco doce, resina, mirra, olíbano, séseli, cálamo, betume,
labaça, thryon, as duas espécies de arcouthelds, caramum e raiz de Íris.
Hindus: sempre foram apaixonados por aromas agradáveis e, a
Índia (nos tempos antigos) sempre foi célebre por seus perfumes. A importação
de incenso da Arábia foi uma das primeiras, mas outros materiais aromáticos
também eram usados, como: benjoim, resinas, cânfora, sementes, raízes, flores
secas e madeiras aromáticas. O sândalo era um dos itens mais populares da
época. Esses materiais eram queimados em rituais públicos ou em casa.
Judeus: no Velho Testamento encontram-se várias referências
ao seu uso entre os judeus. Geralmente os pesquisadores concordam que a queima
do incenso só foi introduzida no ritual judaico em torno do século VII antes de
Cristo. O primeiro incenso era composto de poucos ingredientes: estoraque,
onicha, gálbano e olíbano puro, e sua preparação era semelhante aos sacerdotes
egípcios.
Gregos: começou a ser difundido no século VIII a.C., vindo
da Fenícia.
Budistas: começou a ser difundido por volta do século VII
a.C.; e junto com os perfumes, constituía uma das sete oferendas sensoriais,
que formam um dos sete estágios de adoração.
Romanos: muito utilizado na Festa do Pastor, junto com ramos
de oliveira, louros e ervas, assim com da mirra e açafrão.
Cristãos: foram os que mais demoraram a adoptar o incenso em
seus ritos. Só após o século V, seu uso foi aumentando lentamente. Por volta do
século XIV, tornou-se parte da Missa Solene e outros serviços.
Islâmicos: não há referência ao seu uso no sentido
religioso, mas a tradição nos mostra que o seu perfume pode ser usado como uma
referência aos mortos.
Outros cultos: é um acessório comum às cerimonias mágicas,
para neutralizar as energias negativas, por exemplo, ou usado nos métodos de
encantamentos. As letras do nome da pessoa para qual é feito o encantamento
indicam qual o perfume necessário. Os materiais mais usados são: olíbano,
benjoim, estoraque, sementes de coentro, aloés (babosa), entre outros.
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